Saturday, December 19, 2009

sem título #3.

Ela estava deitada do meu lado. Ela de pijama, eu com a roupa do dia. Viamos uns desenhos animados meio obscuros e bebiamos coca-cola, à estas horas é um cú achar cerveja em buenos aires, um cú, lhes digo. Preferí o benefício da dúvida, ela disse que eu ficasse à dormir, eu queria estar cedo em casa pra pintar. Ela de alguma forma é minha prima distante e eu prefiro uma boa amiga à uma foda. Benefício da dúvida.

Nos trocamos e-mails diariamente. De trabalho à trabalho. Ela em um hotel butique e eu num call center. Já deve é a terceira vez que saímos juntos nas últimas duas semanas, e bem, conseguimos nos divertir bastante. A primeira vez já nos demos conta, somos fantásticos juntos. Entao, o quê nos sobra? Aproveitar e sair juntos o quanto der? Sinceramente, muitas outras opçoes nao haviam.

Ela, filha adoptiva de um primo de segundo grau da minha mae. Eu, filho duma prima do pai dela. Conhecer a familia deles foi quase um acidente, uma tia que descobriu alguns parentes distantes e nós deseperados por familia. A primeira vez que nos vimos, ficamos em tocar juntos numa banda. A segunda, de sair juntos. A primeira nao rendeu, mas até agora a segunda vem funcionando bastante bem.

Hoje ficamos de nos encontrar na casa de uma amiga dela, uma professora de yoga escultural. Entao fui à beber. Bebimos e fomos à algum bar, ver o que acontecia nesta cidade numa sexta à noite. Na realidade, muito pouco. Incrívelmente, Buenos Aires é uma cidade morta às sextas, existe uma tendência à estar demasiado fodido da quarta e da quinta, descansar na sexta e recomecar no sabado. Entao pouco fizemos, umas cervejas em um bar e eu acompanhei-a à casa. Vimos um pouco de tv e eu acabei por voltar.

Já era de manha quando eu voltava, uma daquelas manhas rosaceas que palermo costuma ter, justo nas primeiras horas do dia, justo quando você está voltando pra casa, justo quando os passaros comecam a cantar. A melhor hora pra voltar pra casa, em minha opiniao.

Voltava, e na esquina da minha casa me dei conta que o meu bar continuava aberto. Seis horas da manha e lá estavam meus bons amigos do escandinavo, abertos e dispostos à tomar o meu pedido. Nao pude negar. Tomei uma cerveja sem pressa mas também sem me demorar muito, já queria voltar pra casa. Depois da curta cerveja chego em casa e encontro uma cerveja pela metade na geladeira. A termino e vou dormir.

O verao finalmente chegou e eu decedi abdicar de qualquer forma de casulo.

1 comment:

Carlinha said...

Procurando 'coisas' sobre BsAs achei seu blog...muito legal, o meu tá tão pobrinho, rsrs

Vc mora ai?
Me dê umas dicas, vou em maio passear, só uma semana.. preciso de dicas objetivas, meu dinheiro é pouco assimcomo minha estadia...

me mande por e-mail, pode ser...

carlat_santos@yahoo.com.br

besos e gracias,
Carla (Rio de janeiro)